Instituto Pensar - Perfis de Sara Giromini são desativados nas redes sociais

Perfis de Sara Giromini são desativados nas redes sociais

por: Nathalia Bignon


No fim da segunda-feira (17), os perfis da extremista Sara Giromini foram desativados nas redes sociais. A exclusão da conta @_sarawinter, no Instagram, e a inativação do perfil @_sarawinter, no Twitter, ocorreram poucas horas depois do grupo de hackers Anonymous Brasil publicar, na mesma rede, uma série de dados pessoais, incluindo número de cartão de crédito, da militante bolsonarista. Nesta terça (18), a conta no YouTube também foi desativada.

Em seu perfil, o Anonymous Brasil justificou o ato como uma represália à divulgação da identidade da criança de dez anos vítima de estupro que teve o aborto legal autorizado pela Justiça do Espírito Santo. No perfil de Sara, o Twitter manteve uma mensagem afirmando que a conta foi retida no Brasil e em todo o mundo, em resposta a uma "demanda legal”.

A divulgação da identidade da menina contraria o que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sobre o "direito ao respeito”. O artigo 17 do Estatuto (lei nº 8.069, de 13 de Julho de 1990) diz que esse direito "consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”.

Repercussão

Ainda na segunda-feira (17), a Justiça do Espírito Santo determinou que Twitter, Facebook e YouTube retirassem do ar, em até 24 horas, as publicações que continham informações sobre a criança capixaba. Uma multa diária no valor de R$ 50 mil estava prevista, caso a decisão não fosse cumprisse no prazo exigido.

A decisão liminar foi tomada após uma ação civil pública ser protocolada pela Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES), que indicou os links que considerou que colocavam em risco a menina e sua família. A decisão foi dada pelo juiz plantonista da 5ª região do Espírito Santo, Samuel Miranda Gonçalves Soares.

Antes do apagão nas redes, Sara ainda tentou justificar a divulgação dos dados em uma nota. "Esclarecemos que o nome da menor já vinha sendo amplamente divulgado na plataforma Twitter o qual pode ser acessado por qualquer internauta”, diz o texto.ECA

O caso ganhou uma enorme repercussão e mobilizou também parlamentares. Representantes do PCdoB, PSOL e PT protocolaram ontem ações pedindo a revogação da prisão domiciliar de Sara e punição pelo vazamento de informações da vítima e sua família. A militante de extrema-direita chegou a ser presa em junho, mas teve sua liberdade decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, apesar da imposição do uso de tornozeleira eletrônica.

Com informações da Marie Claire



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